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Preconceito

quinta-feira, 30 de junho de 2011 |

As percepções sociais incluem, a par de outros factores, os preconceitos. É pelo processo de socialização que a interiorização daquilo que as nossas sociedades nos dão a conhecer acontece, tornando-nos progressivamente habilitados a viver em grupo (Rocher, 1999; Giddens, 2000). A chave da socialização é, portanto, a aprendizagem que ocorre por ligação do indivíduo aos elementos sociais do ambiente que o rodeiam nos seus relacionamentos Para além da nossa fisionomia sensorial, a forma como determinada sociedade se dá a conhecer, inclui o modo como estruturamos as nossas percepções sociais (Davidoff, 1983). Porém, a forma precipitada como categorizamos alguns dos objectos apreendidos socialmente poderá dar origem ao preconceito (Allport, 1979).
Tudo isto se reflecte na forma como vemos os “outros”.



O preconceito “nasce” na cabeça dos homens, sendo, nesse sentido, produto da cultura, que se soma aos desejos inconscientes do indivíduo. Além disso, o preconceito contém em seu âmago o medo: medo do Outro, do desconhecido, do que “me é diferente”, a traduzir um Não à alteridade.

E ao negar a alteridade, o preconceito se firma como uma atitude de negação aos que se refugiam num padrão prévia e rigidamente autofixado de normalidade, ao mesmo tempo em que reforça, positivamente, certos atributos “inerentes aos mais iguais”, a ponto de manipular no Outro a própria condição de estigmatizado.


1.  Apresente o conceito de preconceito e refira genericamente alguns impactos impactos negativos que estes têm no nosso quotidiano.

2. Seleccione dois dos subtemas, e apresente-os desenvolvidamente:
Preconceito contra Deficientes Físicos
Preconceito contra Gordos
Preconceito contra Idosos
Preconceito de Género
Preconceito Racial
Preconceito Religioso
Preconceito Sexual
Preconceito Social

Código Deontológico dos Médicos

quinta-feira, 16 de junho de 2011 |

Médicos, advogados, economistas, professores – e muitas outras profissões – encontram-se regidas por conjuntos de normas ou de princípios de conduta, baseados em códigos de lealdade institucional e comunitária. Este conjunto de direitos e deveres traduz-se reciprocamente em direitos e deveres dos cidadãos, que são os seus clientes!

A título de exemplo, leia o Código Deontológico dos Médicos Backup e estruture um texto que evidencie a importância de estes se vincularem a princípios éticos universais no exercício da sua profissão, destacando os direitos que adquire por esta via.


Sugestão de estrutura para o comentário

Motivação para o trabalho em contexto de políticas de austeridade

quinta-feira, 2 de junho de 2011 |

Vivemos os últimos dias da campanha eleitoral para as Legislativas de 2011. Parece claro que não se discutiu o futuro dos portugueses, mas foram despejados soundbytes sobre alguns casos para entreter os eleitores e animar a campanha.

O debate sobre diferentes propostas também não poderia fazer-se, uma vez que todos os partidos do arco governativo (PS, PSD e CDS) estão comprometidos com as propostas da Troika, cujo Memorando subscreveram.


A pretexto da austeridade está a verificar-se a maior redistribuição de rendimentos da História, exigindo-se agora que os salários dos trabalhadores acompanhem a produtividade, esquecendo a inflação. Porém ao nível dos administradores e gestores de empresas os critérios são muito diferentes. Segundo dados da CMVM:


  • Entre os 426 administradores, pouco menos de um em cada quatro desempenhava funções de administração em apenas uma empresa. Constatou-se, porém, que cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas. A acumulação de funções patente nestes números poderá ser um motivo de reflexão para os accionistas destas empresas.

    (...)

    Quanto às remunerações dos membros do órgão de administração apurou-se que a remuneração média por administrador, incluindo componentes de remuneração variável com impacto plurianual, foi de EUR 297 mil (EUR 513 mil para os administradores executivos). (Introdução)

    Fonte: RELATÓRIO ANUAL SOBRE O GOVERNO DAS SOCIEDADES COTADAS EM PORTUGAL - 2009 - CMVM

Uma vez que a política se afastou das pessoas, multiplicam-se iniciativas autónomas de cidadãos que não têm qualquer cobertura nos meios de comunicação social, colocando em questão o actual modelo de democracia representativa:

http://acampadalisboa.wordpress.com/

http://acampadacoimbra.blogspot.com/


Observe criticamente os documentos apresentados nesta mensagem, designadamente o Memorando, o Manifesto e os vídeos e problematize a motivação do trabalho num quadro dominado pela globalização.

Era uma vez um arrastão… 10/Junho/2005

quarta-feira, 25 de maio de 2011 |

Uma representação comum do negro está presente numa expressão muito popularizada: “Preto parado é suspeito e correndo é ladrão”. Observe como as representações têm poder para criar acontecimentos jornalísticos.
Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4



1. Refira a responsabilidade dos meios de comunicação social.

2. Refira a responsabilidade das autoridades policiais.

3. Refira a responsabilidade dos políticos.

4. Contextualize a manifestação da extrema-direita.

5. Comente a “impossibilidade” do oficial da polícia transmitir a versão verdadeira dos factos, que conheceu antes dos telejornais de 10 de Junho (4º vídeo).

6. Verifique o interesse do que aprendeu sobre "representações sociais" para responder às diferentes questões colocadas nesta ficha.

Representações dos ciganos

quarta-feira, 18 de maio de 2011 |

"Os portugueses não são racistas, se... os ciganos forem postos bem ao largo" (Fernandes, 2006).
Leia o texto (backup).

1. Apresente elementos que constituem a representação (imagem) social do cigano no imaginário colectivo.

2. Quando conhecemos um amigo cigano, que não tem comportamentos correspondentes aos da representação - por exemplo, não rouba - consideramos que o nosso amigo já não é "um verdadeiro cigano".
Comente a torção da realidade que as representações efectivamente provocam.

3. Tendo em consideração o texto, concluiria que:
a) a população portuguesa é racista?
b) a população de Oleiros é racista?

4. Outros aspectos que considere interessantes.


Intolerância

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Uma longa história de resistência contra uma sociedade dominante que não tem aceite a sua sub-cultura, tem sido oferecida pelo povo cigano:

  • As autoridades queriam torná-los iguais ao resto da população, impedindo-os de ter as suas particularidades no vestir e nos hábitos de vida. Ainda assim, muitas vezes os ciganos se conseguiram esgueirar ao seu controlo. Data de 1526 o primeiro documento legislativo contra os ciganos – o alvará de 13 de Março exarado pelas Cortes de Torres Novas – determinando a proibição da sua entrada no reino e a expulsão dos que por cá andavam.

    Como estas tentativas de erradicar a sua presença não surtiram efeito, recorria-se a castigos que iam de açoites com baraço e pregão, separação das famílias, até ao degredo para as províncias ultramarinas, incluindo o Brasil. Houve sucessivas renovações de legislação que por vezes afrouxavam desde que os ciganos vivessem em bairros próprios e vestidos à moda portuguesa.

    Filipe I de Portugal decretou uma vez mais a sua expulsão no prazo de 4 meses, findos os quais seria aplicada a pena de morte, seguindo-se as Ordenações Filipinas publicadas em 1602, com a condenação às galés e vários alvarás que reforçaram a perseguição pelas queixas de roubos e outros delitos praticados pelos ciganos.

    D. João IV decretou a deportação dos calé para Cabo Verde, Angola e outros territórios ultramarinos em 1647, seguindo-se outros alvarás de D. Pedro II e D. João V, que continham algumas diferenças: deportarem-se os ciganos “de fora” – o que indica que as movimentações continuavam – e de se tolerarem os que já eram naturais, “netos de portugueses”, desde que tivessem residência fixa e trabalhassem honestamente.

    Mesmo assim, os ciganos não se adaptaram a esta situação, tendo havido, no reinado de D. João V, sucessivos decretos que agravavam as penas e as deportações para as províncias ultramarinas, incluindo a Índia. E por muito tempo este regime foi mantido.

    Já no séc. XIX, uma portaria de 1848 decretava que fosse exigido passaporte aos ciganos que deambulavam pelo território. Pouco mais de cem anos depois, em 1954, houve um parecer da Procuradoria Geral da República no sentido de ser criado um documento de identificação específico, por se considerar que constituíam perigo para a ordem e tranquilidade pública.
    Fonte: Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural

A música e a dança serão factores que contribuem para a identidade do grupo, mas observando estes rapazes certamente se dirá que não são "ciganos puros":



Certamente não conseguiremos explicar a sua resistência sem ter em consideração a sua coesa organização social:

  • A união matrimonial entre duas pessoas, que normalmente se faz segundo a lei cigana, é o primeiro passo para a formação da família cigana, unidade base da sua organização social, unidade económica e educativa do grupo, bem como garante da coesão das estruturas. Assim, a sua organização social depende bastante dos laços criados pelas trocas matrimoniais entre alguns grupos, sujeitos a certas regras e leis comuns.

    Está estruturada em torno de um quadro de valores simbólicos e morais, num conjunto de regras e interdições muito ligadas ao conceito de limpeza e pureza (a virgindade das mulheres antes do casamento), aos comportamentos que envolvem o relacionamento de homens e mulheres, ao respeito pelos mais velhos, ao amor e dedicação às crianças, ao luto que os une na dor, à veneração pelos seus mortos.

    A solução para conflitos ou faltas graves tem que ser encontrada em conjunto pelo grupo dos mais velhos, adoptada em consenso e baseada nos valores da moral e do respeito pela honra e pela pureza. O castigo imposto pela comunidade é aplicado ao infractor e alargado a toda a família. Há também muitas vezes o recurso à opinião e conselho do Tio, homem de respeito,de certa idade, com família numerosa, inteligente e sábio, que está bem na vida e sabe falar, e que é reconhecido pela comunidade.
    Fonte: Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural

Hoje, no século XXI, os ciganos continuam a ser vitimas de discriminação:

  • A venda ambulante, a sua principal actividade, mantém-se na medida em que haja espaços povoados que lha permitam, mas cada vez será mais difícil ganhar a vida deste modo. Com uma escolaridade baixa, na grande maioria dos casos, não é fácil ascenderem a outros empregos. Se os rapazes ainda fazem o 1º ciclo de ensino básico ou vão quando muito até ao 9º ano, as raparigas, por uma questão de regras internas, abandonam precocemente a escola. Deste facto resulta uma escassez de competências que não lhes permite ter outros meios de vida.
    Fonte: Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural

Que aprendemos a ser intolerantes pela educação que recebemos do meio familiar é o que sugerem as experiências realizadas com crianças:





A TVI fez uma reportagem onde denuncia a intolerância em Portugal: (Tópicos)




Comente tendo em consideração o papel:
- do meio familiar;
- atribuído à Escola pela sociedade;
- dos meios de comunicação social;
- da crise económica.

Reflexões

sexta-feira, 6 de maio de 2011 |

Pontos a focar nas reflexões:

  • Interesse dos trabalhos desenvolvidos
  • Dificuldades sentidas
  • Enriquecimento pessoal
  • Sugestões


Nota: Recorde o respectivo referencial.


Teorias Racistas - post popular na Web

quinta-feira, 5 de maio de 2011 |

O racismo pode ser definido como uma ideologia que busca explicar o comportamento humano pela sua origem racial. Do ponto de vista político, o racismo visa promover a crença da superioridade de uma raça sobre as demais. O ódio e o temor ao outro etnicamente diferente, sempre foram um comportamento da consciência humana.

O racismo ao longo dos séculos, foi uma ideologia informe e sem grande impacto político. No século XIX, o racismo foi fortalecido pelo mito do arianismo. Adquirindo uma poderosa dimensão político-social.

No século XX, o racismo tornou-se após a Primeira Guerra Mundial 1914/1918, um fenómeno essencialmente político. São três as razões do racismo contemporâneo:
- O estudo cientifico das raças;
- A exaltação do nacionalismo;
- O misticismo imperialista.

O nacionalismo e o imperialismo contribuíram para a difusão dos ideais racistas. Inúmeros foram os teóricos que formularam as bases intelectuais do racismo:
• Johann gottlieb Fichte - para o pensador germânico, somente o povo alemão, graças a uma identidade “ sangue, solo e língua” teria condições de pensar.
• Josef Auguste Gobineau - formulou a teoria do arianismo, ou seja, a superioridade do loiro caucasiano.
Todos os apologistas do racismo apropriando-se indevidamente da “ Teoria da Selecção Natural” de Darwin, justificaram suas ideias a partir do conceito da “ Supremacia da raça mais apta.”

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/anthropology/1866392-teorias-racistas/#ixzz1LUt7yQjN

Uma Turma Dividida

terça-feira, 3 de maio de 2011 |

Uma experiência pedagógica controversa. Jane Elliott, para transmitir às crianças brancas, o peso da discriminação sobre os negros, dividiu a turma em dois grupos: olhos azuis e olhos castanhos, e instruiu um dos grupos para humilhar o outro. Observe a experiência nos dois vídeos seguintes (só os dois primeiros estão em inglês):

1ª Parte - http://youtu.be/JCjDxAwfXV0

2ª Parte - http://youtu.be/0UbNp15zDtE

- http://youtu.be/3fcJLoiPxfM Vídeo que contem parte da experiência legendada em português


Documentário Olhos Azuis



Depois de nos anos 1960 ter realizado a experiência com alunos, Elliott tem repetido o mesmo exercício desde 1970 com adultos, educadores, médicos, psiquiatras, assistentes sociais e líderes cívicos, que têm exibido reacções semelhantes às de seus alunos, porém mais violentas.


Comente esta experiência, sublinhando:

- o interesse da construção artificial daquela micro-sociedade em que decorre a experiência;
- o facto de tantos voluntários se terem submetido a uma experiência humilhante;
- as vantagens da aprendizagem por experiência relativamente à tradicional (textos).

Sinta-se livre para tecer comentários adicionais.

Exercício da cidadania inclui a discussão da construção estatística

quarta-feira, 6 de abril de 2011 |

Tomar decisões responsavelmente exige o conhecimento da realidade com rigor, porém frequentemente o conhecimento dos factos fica logo limitado nas primeiras operações de classificação. Sob este aspecto os Censos 2011 - a operação mais pesada do sistema estatístico nacional, que se repete de 10 em 10 nos - geraram um número suficiente de questões polémicas, que são úteis para discutir os limites impostos pela sociedade à Estatística, e por essa via ao desenvolvimento do conhecimento.

Nunca como em 2011 os Censos levantaram polémica sobre tantas questões, apesar de estas não apresentarem diferenças significativas face aos censos anteriores. Porque será?

Uma questão muito discutida foi o alegado branqueamento da precariedade do mercado de trabalho. Na opinião dos movimentos representativos dos "recibos verdes" será um abuso considerá-los "trabalhadores por conta de outrem", como preconizam as instruções de preenchimento dos Censos 2011 relativamente aos "trabalhadores independentes".



Do protesto destes movimentos resultou o envio pelo Provedor de Justiça de uma carta ao presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), visando obter esclarecimentos sobre o motivo que levou aquele organismo a diluir a situação dos trabalhadores precários no conjunto mais vasto de trabalhadores por contra de outrem.

O INE será obrigado a apagar da sua base de dados os valores correspondentes a duas perguntas referentes ao Questionário da Família, por imposição da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD):

- se determinada pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, e se reside com esse mesmo parceiro;

- o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, lá estavam presentes no dia 21 de Março.
Fonte: SOL.

A CNPD considerou que estas questões versavam informação "sensível", da esfera da "vida privada" dos cidadãos.

Outra situação que está ser alvo de crítica deriva da sobrecontagem da população empregada. Como o INE considera que se trata de um emprego "sempre que houver um trabalho e um pagamento correspondente a mais de uma hora na semana de referência", os reclusos estão a ser contabilizados como população empregada apenas porque parte da população prisional exerce actividades na limpeza de instalações, lavandaria, cozinhas ou jardins e cada recluso recebe cerca de dois euros por dia. (www.ionline.pt)

Evidentemente que este não será um "trabalho efectivo, digno de se considerar emprego, aquele que é efectuado pelos reclusos nos estabelecimentos prisionais em regime de ocupação".


1. Identifique razões para a construção das estatísticas ser hoje mais debatida do que era.

2. Verifique que a discussão das questões tanto pode ser levantada por organismos da sociedade civil ou por instituições públicas.

3. Verifique que das categorias construídas para recolha dos dados depende em larga medida o "retrato final" que as estatísticas irão oferecer.

4. Comente o comportamento da CNPD. Não terá tido oportunidade de ler o questionário antes da sua aplicação?

5. Questão 26 - Se já trabalhou nem que fosse apenas 1 hora e recebeu um pagamento em dinheiro ou de outro tipo assinale "Sim".
Comente a utilização desta questão para distinguir a população empregada da desempregada.

Fúria de viver

quarta-feira, 2 de março de 2011 |

Algumas pessoas têm as "peças todas" e vivem numa autêntica pasmaceira que têm dificuldade em aguentar. Outros revelam enormes handicaps à partida, mas transformam essas fraquezas em desafios e acabam por fazer o que parecia impossível.




EMPREENDEDORISMO

Para ser empreendedor não basta ser visionário, ser original e inovador. Há que ter iniciativa, auto-confiança, facilidade nas negociações e flexibilidade. Mas, acima de tudo, saber como fazer e qual o percurso certo na longa caminhada do mundo dos negócios.
  Responsabilidade Social das Empresas (RSE)
A RSE é um conceito com base no qual as empresas, numa base voluntária, integram preocupações de carácter social e ambiental na respectiva actividade empresarial e nas relações com os seus accionistas. Actualmente, as empresas e os respectivos accionistas denotam uma crescente sensibilização para a importância dos comportamentos responsáveis no sucesso empresarial e na cotação das respectivas acções. RSE implica também gestão da mudança ao nível empresarial de uma forma socialmente responsável. O reconhecimento mais amplo da importância da RSE poderá constituir um importante contributo para a consecução do objectivo global da União Europeia, de se tornar a economia do conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo, capaz de garantir um desenvolvimento sustentável com mais e melhores empregos e maior coesão social. O Fórum Multilateral sobre RSE constitui um instrumento essencial da estratégia da Comissão para promover a responsabilidade social das empresas. Presidido pela Comissão, reúne organizações europeias representativas de empregadores, trabalhadores, sindicatos e sociedade civil, bem como redes de empresas, para promover a inovação, a convergência e a transparência nas práticas e nos instrumentos de RSE.

1. Nick Vujicic - "No arms No legs No worries" - resolveu o problema do emprego multiplicando-se em palestras de motivação em diversos eventos e escolas. Eis algumas expressões ilustrativas que poderá encontrar no seu site:
  • A motivação conduz-te ao longo do dia, mas a inspiração dura a vida inteira.
  • As tuas paixões são as chaves para definires os teus objectivos.
Comente o empreendedorismo revelado por Nick Vujicic em paralelo com a responsabilidade social empresarial.

2. Discuta a "fúria de viver" como característica do cidadão exemplar.

3. Comente a exclusão social de Nick Vujicic imaginando as suas dificuldades em (a) fazer amigos, (b) constituir família, e (c) desenvolver uma profissão.

4. Observe as "necessidades de produtividade" como obstáculo à integração social.

Processos identitários

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 |

Objectivo(s):

  • Assume condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária.
  • Integra o colectivo profissional com noção de pertença e lealdade.
  • Reconhece a diversidade de políticas públicas de inserção e inclusão multicultural.
  • Valoriza a interdependência e a solidariedade enquanto elementos geradores de um
    património comum da humanidade

Conteúdos:
  • Fundamentação dos princípios de conduta na relação com “o outro”
    Conceitos-chave: igualdade; diferença; unidade na diversidade; equidade; direitos civis; direitos sociais; prospectividade
    - Princípios de conduta: empatia, reacção compassiva e solidariedade
    - Princípios de igualdade e equidade
    - A diversidade, a aceitação e a tolerância como elementos prospectivos das sociedades contemporâneas
    - As principais manifestações de intolerância à diferença: racismo e xenofobia, desigualdades de género, estado civil, homofobia e transfobia, portadores de necessidades especiais, religião ou crenças religiosas, edaísmo
  • Papel da deontologia na construção de uma cultura organizacional
    Conceitos-chave: motivação; ética; deontologia; organização; relações interpessoais; multiculturalidade
    - Códigos de conduta no contexto profissional
    - Pertença e lealdade no colectivo
    - Relacionamento e inserção multicultural no trabalho
    - Participação na construção dos objectivos organizacionais à luz de uma cultura de rigor
    - Mecanismos de motivação e realização pessoal e profissional e sua relação com a produtividade
    - Convergência entre os objectivos organizacionais e as motivações pessoais
    - O papel da autonomia e da responsabilidade no planeamento e estruturação de metas
  • Políticas públicas de inclusão
    Conceitos-chave: condição humana; fluxos migratórios; unidade e diversidade; educação para a cidadania; organização política dos Estados democráticos
    - Dispositivos e mecanismos de concertação social
    - Organismos institucionais de combate à discriminação, à escala nacional e internacional
    - A educação para a cidadania e a preservação da unidade na diversidade
    - Impactos económicos, culturais e sociais dos fluxos migratórios no Portugal Contemporâneo
  • Uma nova identidade europeia em construção: o papel da multiculturalidade e da diversidade
    Conceitos-chave: democracia; justiça; cultura; cidadania mundial; multiculturalidade; Direito Internacional
    - Dimensão supranacional dos poderes do Estado
    - Exploração do conceito de Património Comum da Humanidade e suas implicações na actuação cívica à escala mundial
    - Respeito/solidariedade entre identidades culturais distintas
    - Relações jurídicas a um nível macro: agentes de nível governamental e sociedade civil
    - Exploração de documentos estruturantes da construção europeia
  • Áreas do Saber: Filosofia; Psicologia; Economia; Direito; Relações Internacionais; Geografia; História; Sociologia