O que se alterou em dez anos em termos da participação da população adulta em educação e formação e que grupos populacionais mais contribuíram para as mudanças identificadas? Que alterações ocorreram no conhecimento de línguas estrangeiras? Que impactos têm a educação e formação na vida das pessoas, designadamente no seu rendimento? Quais os efeitos da escolaridade dos pais na trajetória de educação dos filhos? Estas são algumas das questões que orientam a análise dos resultados.
O Inquérito à Educação e Formação de Adultos (IEFA) é uma operação estatística realizada em todos os Estados-Membros da União Europeia (UE-28) que teve a sua terceira edição em 2016, na sequência das edições de 2007 e 2011. Vamos utilizar este material para reflectir sobre as questões acima, entre outras, comentando esta apresentação, extraída do IEFA.
O conceito de aprendizagem ao longo da vida (ALV), em linha com as orientações do Eurostat, compreende a participação em alguma atividade de educação formal – ministrada em instituições de educação, conducente a um nível de escolaridade – ou não formal – atividade organizada de formação, profissional ou outra, numa dada área de competências, mas que não equivale a um nível de escolaridade. A ALV inclui ainda o conhecimento de línguas e a aprendizagem informal, que decorre das atividades da vida quotidiana relacionadas com o trabalho, a família, a vida social ou o lazer, numa base de autoaprendizagem, mas com um intenção deliberada de aprender. Este tipo de atividades distingue-se das anteriores – educação formal e não formal – por não envolver um professor, monitor ou equivalente, e sobretudo pelo seu carácter intrinsecamente individual, voluntário e auto-organizado. (sic)
EFA, PT/UE: retrato estatístico de uma década
quinta-feira, 18 de outubro de 2018 Publicada por admin | Etiquetas: CP_1, Educação para a CidadaniaNascemos cidadãos?
sexta-feira, 18 de novembro de 2016 Publicada por admin | Etiquetas: CP_1, Educação para a CidadaniaHá uma característica comum a todas as acções que vulgarmente denominamos morais: é agirmos de conformidade com regras preestabelecidas. Comportarmo-nos moralmente, é agirmos em determinado caso, antes mesmo de termos sido solicitados a tomar uma resolução. O domínio da moral é domínio do dever, e o dever é uma acção prescrita (Durkheim, 2001, p. 96).
Consultando os recursos abaixo, constrói uma apresentação no Google Drive, com 5 slides, reflectindo sobre alguns dos seguintes aspectos:
- O Homem nasce cidadão ou aprende a ser cidadão?
- Família, pátria e humanidade. (...) O homem só será moralmente completo, quando submetido a esta tripla acção?
- Que atitudes se identificam geralmente com o bom cidadão?
- Porque é que é mais fácil listar as atitudes do bom cidadão do que praticá-las quotidianamente?
- Que dimensões da educação para a cidadania deverão ser privilegiadas pela escola?
Recursos
Como Ser um Bom Cidadão - wikihow
Boas Maneiras do Bom Cidadão - blogue de uma professora brasileira
Moralidade e Valores Sociais na perspectiva de Émile Durkheim - post para apresentar o tema aos estudantes de Sociologia
Linhas Orientadoras da Educação para a Cidadania - documento de referência do MEC
Áreas Temáticas da Educação para a Cidadania site do MEC
Cidadania europeia - Centro de Informação Europeia Jacques Delors
Direitos e Deveres dos Cidadãos – Fundação Francisco Manuel dos Santos
A UE e a Crise dos Refugiados – publicação da Comissão Europeia
Se utilizar o avô Google, indique os sites consultados na Webgrafia. O bom cidadão não copia!
Trabalhos
Hugo e Paulo
Cláudia e João
Liliana e Paula
Jorge Ferreira
Ghost Matias
Miguel e Diogo
Guilene Mendonça
David e Marcos
Fábio
Fernando
Preconceito
quinta-feira, 30 de junho de 2011 Publicada por admin | Etiquetas: CP_4, Educação para a Cidadania, nova, outra coisa qualquer, Preconceito, RA2As percepções sociais incluem, a par de outros factores, os preconceitos. É pelo processo de socialização que a interiorização daquilo que as nossas sociedades nos dão a conhecer acontece, tornando-nos progressivamente habilitados a viver em grupo (Rocher, 1999; Giddens, 2000). A chave da socialização é, portanto, a aprendizagem que ocorre por ligação do indivíduo aos elementos sociais do ambiente que o rodeiam nos seus relacionamentos Para além da nossa fisionomia sensorial, a forma como determinada sociedade se dá a conhecer, inclui o modo como estruturamos as nossas percepções sociais (Davidoff, 1983). Porém, a forma precipitada como categorizamos alguns dos objectos apreendidos socialmente poderá dar origem ao preconceito (Allport, 1979).
Tudo isto se reflecte na forma como vemos os “outros”.
O preconceito “nasce” na cabeça dos homens, sendo, nesse sentido, produto da cultura, que se soma aos desejos inconscientes do indivíduo. Além disso, o preconceito contém em seu âmago o medo: medo do Outro, do desconhecido, do que “me é diferente”, a traduzir um Não à alteridade.
E ao negar a alteridade, o preconceito se firma como uma atitude de negação aos que se refugiam num padrão prévia e rigidamente autofixado de normalidade, ao mesmo tempo em que reforça, positivamente, certos atributos “inerentes aos mais iguais”, a ponto de manipular no Outro a própria condição de estigmatizado.
1. Apresente o conceito de preconceito e refira genericamente alguns impactos impactos negativos que estes têm no nosso quotidiano.
2. Seleccione dois dos subtemas, e apresente-os desenvolvidamente:
Preconceito contra Deficientes Físicos
Preconceito contra Gordos
Preconceito contra Idosos
Preconceito de Género
Preconceito Racial
Preconceito Religioso
Preconceito Sexual
Preconceito Social
O sentido da Educação para a Cidadania
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Publicada por admin | Etiquetas: CP_1, Educação para a Cidadania, RA1Durante o Estado Novo (1926/74) as crianças eram doutrinadas na filosofia do regime em todas as áreas curriculares - recorde-se o manual único - e através de disciplinas específicas, como Organização Política e Administrativa da Nação ou da participação em actividades como as da Mocidade Portuguesa, o que era assumido pelo regime sem qualquer complexo de culpa, congratulando-se por inteiro pela responsabilidade de formatação da juventude.
Hoje, vivemos num contexto muito diferente. Há mais de uma década que os regimes socialistas se renderam ao capitalismo, e o triunfo do modelo económico capitalista no quadro de uma democracia política representativa apresenta-se hoje como a solução a impor em todos os países do Mundo pela ONU.
No plano interno, vão-se ensinando as crianças a ser "boas cidadãs", mas as aulas de Educação para a Cidadania Democrática (TEXTO PDF) (GOOGLE DRIVE) são assumidas apenas como uma "ferramenta" necessária para que "cada cidadão seja competente nas suas decisões e assuma as suas responsabilidades na vida e na sociedade".
QUESTÕES
1. "Ninguém nasce cidadão, nasce-se nacional, mas a cidadania pressupõe a aprendizagem e interiorização de um conjunto de regras". Comente.
2. Considera as aulas de Educação para a Cidadania Democrática ideologicamente neutras? Justifique, comentando o "sentido" que o autor do texto dá à Educação para a Cidadania.
3. Responda a três questões do texto, que se encontram nas caixas "Reflectir e praticar".
